1/12/2012

Cientistas ajustam o relogio do apocalipse


O “relógio do Apocalipse”, uma ferramenta simbólica que foi criada para exemplificar a gravidade de fatos que ameacem a humanidade e leva em conta a influência que tragédias, guerras, mudanças climáticas e tecnologias podem ter nos destinos do planeta, está marcando cinco minutos para meia noite, horário escolhido para representar um eventual fim do mundo.
Devido ao desastre nuclear nas usinas de Fukushima, no Japão, os cientistas responsáveis pelo relógio adiantaram o horário em um minuto. Entre 2010 e 2011 restavam seis minutos para um colapso mundial.
O presidente da associação e professor de Física da Universidade do Arizona, Lawrence Krauss, explicou que devido “aos perigos claros e iminentes de proliferação nuclear e mudança climática, assim como diante da necessidade de se encontrar fontes de energia seguras e duráveis”, foi feito o adiantamento do relógio.
Essa previsão pessimista em torno dos rumos da humanidade foi anunciada na última terça-feira, 10/01, em Washintgon, pelo Bulletin of the Atomic Scientists (BAS), uma publicação voltada à cientista e organizada pelos maiores nomes da ciência mundial, incluindo Stephen Hawking, premiado físico britânico, segundo informações do portal IG.
Desde sua criação, após o final da Segunda Guerra Mundial, o “relógio do Apocalipse” já marcou diversos horários, considerando as circunstâncias de cada época. O fato de atualmente marcar cinco minutos para o horário definido como limite, não significa que esse “tempo” não possa aumentar, caso os cientistas entendam que fatos hoje considerados grandes ameaças para o planeta foram anulados.
Foram 19 ajustes ao longo da história do relógio, sendo que as variações foram de dois a dezessete minutos em diferentes períodos. Em 1953, no auge da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, o relógio marcou sua menor contagem, enquanto que em 1991, quando os dois países anunciaram o Tratado para a Redução de Armas Estratégicas, a contagem chegou a dezessete minutos.
Entre os desafios atuais, encontra-se a necessidade de encontrar novas fontes de energia, mais limpas: “Isto significa satisfazer as necessidades energéticas para o crescimento econômico dos países em desenvolvimento e industrializados sem prejudicar ainda mais o clima e sem alimentar a proliferação nuclear”, declarou Krauss. A preocupação com o desenvolvimento de armas nucleares por países como Irã e Coreia do Norte também constam da lista de fatos preocupantes.


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