8/23/2012

Neopentecostal a verdade sobre esse movimento


O pensamento neopentecostal no tocante à eclesiologia (NOTA 4) possui vários pontos questionáveis, porém, nossa abordagem não será exaustiva, explorando apenas três temas relativos: O culto, a evangelização e o ofício ministerial.
11.a. O CULTO neopentecostal

Temos entendido que o propósito exclusivo de um culto é a adoração a Deus e a edificação da alma adoradora. Contudo, não se pode dizer que a igreja neopentecostal tem seguido este propósito, isto porque a ênfase destes cultos, geralmente, não é a glória de Deus. Na "igreja neopentecostal" o conceito de culto é ambíguo, pois, ao invés de cultuar, faz-se "campanhas" de cura, revelação, prosperidade, etc. E desta forma, se Deus comparecer nestes "cultos", terá que ser para servir à agenda semanal destas igrejas e não para ser adorado. A liturgia deles é cheia de "glória a Deus", mas é tão desvirtuada de um padrão bíblico que a ênfase recai sobre fenômenos (pouco comprovados) como curas, milagres e testemunhos muito enfadonhos que resultam mais em projeção pessoal do que em exaltação ao Senhor.

E as pregações, quando não são pura aberração, são cheias de “confissões positivas” do tipo: "Você vai prosperar, use sua fé e prospere, hoje Jesus vai te curar, Deus vai mudar sua vida..." Não existe, portanto, na maioria destas igrejas, uma exposição das Escrituras sequer razoável, capaz de tirar o leigo da ignorância teológica total. Por este fato, quase sempre a palavra do líder passa a ter um valor relativo ao da Palavra de Deus e, o que ele determina, passa a ser seguido como regra de fé e prática.

E esta valorização da "tradição oral" não difere muito da atitude de uma igreja que se chama primitiva, cujo chefe supremo é considerado infalível no que fala e somente agora, por pressão evangélica, é tolerante com a leitura bíblica.

Outro problema é o que o culto neopentecostal, que não tem espaço para a adoração, se corrompe mais ainda com a demasiada cobrança de oferta dos fiéis (quase sempre prometendo a estes soluções da parte de Deus) o que tem dado a estes "cultos" um caráter mercantilista e explorador. Não somos contrários a se pedir ofertas, diga- se de passagem, mas não concordamos com a falta de bom senso e critério bíblico na administração destas coisas no culto a Deus.

1.b. A EVANGELIZAÇÃO neopentecostal

A evangelização do movimento neopentecostal apresenta uma problema seriíssimo que é o proselitismo (NOTA 5), uma característica inconfundível de uma seita. Muitos deles são do tipo que "pescam no aquário dos outros" por alimentarem a crença de que são os detentores da verdade, enquanto os demais estão enganados. A igreja verdadeira não faz prosélitos, faz “convertidos que são discípulos”. A busca do crescimento numérico por meio do proselitismo é no mínimo insensata, pois podemos até persuadir alguém a ser um religioso, mas só Deus pode transforma-lo em nova criatura. Às vezes penso que as campanhas evangelísticas de nossos dias têm mais aparência proselitista do que evangelística. Afinal, a maioria delas é realizada para crentes.

Outro problema relacionado a evangelização do movimento neopentecostal é a exagerada dependência da mídia. O uso da mídia é, sem dúvida, muito importante para a igreja, mas a dependência da mesma significa a insubordinação ao Espírito. Antigamente a igreja crescia sob a influência do Espírito e trabalho de evangelização pessoal, hoje a estratégia de algumas igrejas tem sido a de colocar um anúncio apelativo no rádio ou televisão, convidando as pessoas e prometendo-lhes a solução de seus problemas. E perguntamos, qual igreja que promete cura, paz, prosperidade e solução de conflitos familiares, que não vai crescer?

Contudo, praticando isto a igreja deixa de ser igreja do IDE e passa a ser igreja do VINDE, a evangelização passa a ser estratégia de marketing e os que se "convertem" para a igreja, passam a ser clientes e não ovelhas.

Ademais, o evangelismo neopentecostal carece de um conteúdo teológico que é essencial para a elucidação de verdades elementares da fé cristã. Suas estratégias são pregar promessas de uma realidade virtual e não pregar um evangelho genuíno, o evangelho de Jesus.

Continuamos amanha,dia 12/08/24.

1 comment:

Anonymous said...

Boa a materia.